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Estou de volta hoje para falar um pouco mais sobre vinhos. No post anterior falei sobre a necessidade de um bom saca-rolhas, sobre os tipos de taças e as mais indicadas para diversos tipos de vinho, a importância dos decantadores e a temperatural ideal para servir cada tipo de vinho. Para quem não leu e quiser conferir: A arte de degustar um bom vinho – Parte 1.

Agora, vem a melhor parte, a degustação do vinho. Vou dar algumas dicar de como utilizar seus olhos para verificar se o vinho é limpo e transparente, seu nariz para procurar aromas ou sinais de envelhecimento e sua boca para explorar todo o seu sabor. Então, mãos à obra, sirva-se e aproveite.

Obs: Sirva uma pequena quantidade para que você possa inclinar a taça e girar seu vinho sem derramar!

UTILIZE SEUS OLHOS

Segure sua taça pelo pé e com uma boa luz sobre você, incline a taça em um ângulo de 45º. Observar uma taça de vinho pode dizer muito sobre ele, sobre sua variedade, como foi produzido, sua idade e condição.

A maioria dos vinhos jovens mostra-se brilhante, com cores vibrantes. Os tintos vão variar da cor cereja brilhante a roxo, já os brancos,  entre dourado brilhante e verde, até cores pálidas que chegam a ser transparentes. Conforme o vinho envelhece, os tintos tendem a acastanhar e ficar mais claros, enquanto os brancos ficam mais escuros.

Procurando algumas imagens para colocar aqui, encontrei essa tabela de cores que pode ajudar. Os créditos vão para o blog do Nelvinho, um sommelier profissional.

Vinho tinto: observe o centro do vinho, e então a borda externa – as cores variam de preto, roxo, vermelho rubi, vermelho e granada até o mogno ou marrom.

Vinho branco: procure por transparência e brilho – as cores variam de quase transparente, verde, cor de palha e amarelo limão até dourado, âmbar e ocre.

Vinho rosé: procure por profundidade de cores e tons róseos – as cores variam de coral e salmão até o rosa.

UTILIZE SEU NARIZ

Seu nervo olfativo é o elo de ligação entre olfato e paladar e seu cérebro. Por isso é importante dedicar um tempo para cheirar o que há em sua taça.

Pegue a taça pelo pé e cheire. Não gire ainda, apenas cheire. Agora, dê uma boa girada no seu vinho e cheire novamente. Ao girar a taça, você está aumentando a área de superfície do vinho, o que libera mais moléculas de cheiro. Sinta a diferença. Procure por aromas frutados, odores não frutados e falhas. Os odores frutados são bem óbvios, os não frutados nem tanto, alguns deles vem da produção e outros são apenas características do tipo de uva.

Se você não conseguir sentir cheiro de nada, pode ser que o vinho esteja muito gelado ou simplesmente pode ser o vinho, alguns não cheiram a quase nada.  Alguns vinhos vão se alterar dentro da taça, e neste caso, você pode repetir esse ato várias vezes. Cheire a vontade, não existe limites!

Aromas

A avaliação do aroma deve ser pessoal – lembre-se do  cheiro que você sentiu em um vinho para comprar no futuro. Aromas frutados falam por si só, mas os abaixo são outros exemplos que você deve procurar:

Tabaco, couro, especiarias, nozes, ervas, terra, animais, curral, minerais, fumaça, flores, eucalipto, grama, azeitona, querosene, mel, chocolate, alcatrão, baunilha, manteira, torrada.

UTILIZE SUA BOCA

O paladar é o último sentido que utilizamos quando degustamos vinho. A textura, ou a maneira como sua boca sente um vinho é muito importante. O vinho pode ser aveludado e suave, seco e rígido, untuoso e corpulento ou rude e agressivo. Além do cheiro e do gosto, a sensação do vinho na boca vai ter um peso grande em sua reação ao conjunto completo.

Divida sua língua em três partes: a frente discerne a salinidade e a doçura; as laterais e o meio sentem a acidez; a parte posterior sente o álcool e o tanino. Vinho ótimos, ressoam e continuam por um bom tempo na boca.

Vamos lá, tome um gole (metade da boca), ao invés de simplesmente engolir, dê uma boa sacudida dentro da boca. Tente sugar um pouco de ar ao mesmo tempo – é como assobiar ao contrário. Revolver o vinho dentro da boca proporciona uma ideia imediata muito boa sobre o gosto do vinho e a sensação que proporciona, com o ar que ajuda a liberar mais sabor.

O que procurar em um vinho

Sabor: o vinho é doce, ácido, amargo, salgado, seco ou picante?

Textura: é mineral como água de uma nascente ou untuoso como azeite?

Equilíbrio: é a soma de suas partes, como olhar um quebra-cabeça a certa distância  e não conseguir ver as peças individualmente.

Persistência: é o tempo que o gosto do vinho permanece na boca depois que você o engoliu.

COMO IDENTIFICAR UM VINHO ESTRAGADO

Bouchonné

Para saber se um vinho ficou bouchonné, você precisa cheirá-lo. Em sua forma mais óbvia, um vinho bouchonné terá um aroma inconfundível de papelão molhado e mofo. Mas nem todo vinho bouchonné  é tão óbvio e até aos especialistas tem dificuldades em dizer se está estragado ou não. Prove também, o bouchonné vai excluir do vinho sua característica de fruta e o deixar com um cheiro insípido. Em geral, quanto mais tempo você deixar um vinho bouchonné na taça, mais óbvias serão essas características.

Vinho oxidado

A oxidação é causada pelo excesso de oxigênio no vinho. Algumas falhas na vedação resultam em um envelhecimento precoce ou oxidação. Diferente do vinho bouchonné, é possível enxergar os efeitos da oxidação do vinho – particularmente no vinho branco, que na pior das hipóteses ganha uma cor dourada/cobre escuro, enquanto o vinho tinto geralmente começa a ficar marrom. Mas a forma mais óbvia de identificar um vinho oxidado é pelo cheiro. Tento perdido toda sua característica frutada, você vai ter um vinho semelhante ao vinagre.

Agora é só saborear!
Até a próxima.

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